No domingo (mas só foi noticiado hoje) calou-se a voz do atletismo. Jorge Lopes, jornalista da RTP desde 1982, faleceu. Durante anos, foi a chama que manteve vivo o atletismo dentro daquela casa, agora, para os que ficam e para os que ainda vão vir, compete manter o seu legado vivo. Dono de uma voz singular e de uma memória prodigiosa que, debitava sem esforço memórias, recordes, meetings, etc. Para que não está tão familiarizado com o atletismo, digamos que o Jorge Lopes era uma espécie de Rui Tovar (pai) das pistas de tartan.
Hoje recordo Jorge Lopes como o jornalista que gostaria de ser um dia, para que esta seja a primeira e última mensagem triste que aqui deixo. O atletismo e o jornalismo vão ter saudades...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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Agradeço ao saudoso jornalista Jorge Lopes o facto de ter incutido na mente de muitos portugueses, como eu, o gosto pelas mal amadas modalidades desportivas, em particular, a menina dos seus olhos - o atletismo. A sua preparação para estes eventos era extraordinária, dum rigoroso profissionalismo e competência que deve fazer corar de vergonha grande parte dos actuais jornalistas desportivos. Imortalizou em directo os feitos olímpicos de Carlos Lopes, de Fernanda Ribeiro e de Nélson Évora, vibrando intensamente com cada medalha conquistada, por cada feito relevante do atleta português. Pode ter morrido um campeão mas não desapareceu de nós esta paixão pelo atletismo que o Jorge ajudou a florescer.
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