sábado, 28 de novembro de 2009

E o dia chegou


É hoje. O Benfica atravessa a 2.ª Circular para jogar o "Clássico dos Clássicos". Quem vai ganhar? Não sei. Antes dos jogos vamos sempre ganhar, há esperança, fé neste o naquele jogador. Depois... alegria o desilusão, tudo depende do resultado. Uma coisa é certa, as unhas não vão resistir... já estão no sabugo.

Para hoje à noite só peço que seja um grande jogo, cheio de golos e, já agora, Liedson, não marques. Guarda os golos para a África porque a Selecção está mais necessitada. Espero que este gesto se repita esta noite.

Quando crescer quero ser assim


O que é isto? Não sei o que é melhor: O cavaquinho ou o filme. Acho que fico com o Clint Eastwood a tocar cavaquinho.

A Ukelele Orchestra of Great Britain mostra como com pequenas coisas se fazem grandes maravilhas. Estes rapazes conseguem fazer tudo com um cavaquinho. Para quem tenha dúvidas fica o vídeo. Será que eles também conseguem barrar manteiga no pão com o cavaquinho? ;) Smells like a teenager in love... Simplesmente fantásticos, são grandes!!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nada a dizer

Cuba é Fidel

Já em contagem decrescente...


3... 2... Pois é, o Grande Clássico é já amanhã. Sporting-Benfica no Estádio de Alvalade. Só há três coisas que quero para a noite de amanhã: Um grande espectáculo de futebol, uma boa exibição do Benfica e a vitória. Exactamente por esta ordem porque, para cenas tristes já bastou na Taça. Prognóstico: 2:3. Tenho dito!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ainda com espírito do "Recordar é Viver"...



Existem dois exemplares de publicidade que são incontornáveis e fizeram as delícias dos apreciadores do género nos anos 90. Para além disso, muitas gargalhadas no sofá lá de casa...
Um apresentava Nuno Melo (agora mais virado para as telenovelas, cá e lá do outro lado do Atlântico) vestido de pastor a beber uma caneca da saudosa e saborosa sopa da Royco. As sopas instantaneas que desapareceram sem deixar rasto e que vinham acompanhadas de uma caneca (julgo ainda existirem alguns exemplares lá por casa). Se alguém souber onde posso encontrar esse mítico produto que diga porque, "qando estô munto cançado", apetece-me. Enquanto isso, e para recordar essa pérola, aqui fica o link.
Outro marco da publicidade nacional foi este anúncio da Telecel (hoje Vodafone). Quem não se lembra do "Tou sim!!!É pra mim?!". Era o início dos telemóveis em Portugal. Grandes "tijolos" que foram encolhendo e que se espalharam a uma velociade incrível. Hoje ninguém imagina a sua vida sem um telemóvel. Como as coisas mudaram depressa...

Baú de memórias


Nuno Markl está de regresso às manhãs da Rádio Comercial, e em grande forma. Depois de ter demonstrado todo o seu talento como praticante de patinagem artística, Markl faz-nos revolver a memória à procura de recordações da nossa infância. "Caderneta de Cromos", assim se chama a rubrica bi-diária, consegue transportar muito boa gente para uma época sem computadores, telemóveis, onde a electrónica mais avançada eram os jogos de Tetris portáteis. Mais importante que isso, quem nasceu entre 1970 e 1995 tinha um bem mais precioso - podia brincar na rua sem preocupações. Este era o espaço onde a imaginação corria solta e um pedaço de pau era uma espada.
As recordações desse tempo são mais que muitas: os Tou que saíam no Bollycao, o Coqui, o Frisumo de Laranja, os Tragabolas, as pastilhas Super-Gorila, os anúncios de TV do Presto, Coca-Cola e do Nescafé. Ainda uma muito especial e pessoal, as latas de Kas que, mesmo antes de aparecerem em Portugal eu já bebia nas frequentes visitas a Espanha. Não sabia a nada mas, nos finais dos anos 80 transmitia uma sensação de novidade, de algo que nem todos conheciam. Agora, com a "Caderneta de Cromos" do Markl é só recuar no tempo. Talvez um dia, o Pedro (filho do Markl) esteja a recordar a PS, o Tamagoshi, as gomas e os Teletubbies como algo muito distante.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"1 Km de cada vez", vários de sonhos


Não podia deixar passar em claro a edição de "1km de cada vez". Gonçalo Cadilhe, um caminhante dos tempos modernos, volta aos escaparates. Mais uma vez com o selo da "Oficina do Livro", Cadilhe relata as suas mais recentes viagens. São relatos de vivências extraordinárias contadas na primeira pessoas.
Sons, cores, sabores, sensações, imagens, leituras e algum choque cultural temperam este livro. Gonçalo Cadilhe consegue a proeza de cativar o leitor até ao último ponto final, fazendo-o sentir-se como se fosse o seu companheiro de errância. Algo só possível a um grande comunicador.
Para mim é o acontecimento editorial do ano. Irei, com toda a certeza adquirir um exemplar que, depois de demoradas leituras vai fazer companhia aos restantes membros da colecção na estante lá de casa.
Par quem se quiser deslumbrar basta ver com os seus próprios olhos, aqui.

Bucket List


Muita gente vê a vida passar através do vidro de uma garrafa, na imobilidade de uma cadeira ou no turbilhão de uma alucinação. Para mim ela e´valiosa demais para se desperdiçar destas formas. Há que arrombar a porta sem pedir licença, quebrar barreiras e seguir em frente sem medo. Ela é curta para se gastar com comiserações.

Há muito que me pedem que faça isto, pois hoje é o dia. Fica público para servir de incentivo e dar importância ao compromisso. Estas são as coisas que quero fazer antes de "bater as botas"...


1 - Passar alguns anos longe para cumprir um sonho;

2 - Dar uso a "canudo" no Evereste da literatura desportiva;

3 - Agarrar o Expresso para o Oriente. Destino: Macau (Sim, acompanhado por uma guia pessoal);

4 - Chegar ao fim do Mundo, abismar-me com a Patagónia e, no fim da estrada, ter de voltar para trás;

5 - Engolir o Mundo de um trago, cegar-me com tanta beleza;

6 - Sentir o que é verdadeiramente belo, perder a respiração com as coisas simples;

7 - Ceder ao consumismo pontualmente e adquirir alguns gadgets para minha auto-recreação;

8 - Fazer amigos em todos os lugares. Sozinho não dou conta, tenho de andar em grupo;

9 - Gerar vida, dar à "velhota" a grande família que ela sempre desejou e que eu sinto falta;

10-Escrever um livro (Sim... já plantei uma árvore!)


Depois disto, posso envelhecer e acabar os meus dias sentado na soleira da porta a apreciar o doce fim de tarde na recta final do Verão, acompanhado pela família e pelos companheiros de sempre, saboreando um belo néctar. Tenho dito!

Auto-Retrato #1

Esta é a primeira folha solta de um caderno que se quer longo como a minha errância. Não sei porquê mas, nunca consegui estar parado no mesmo lugar durante muito tempo. Primeiro sem querer, ía a reboque de decisões superiores. Agora, por vontade própria. Não sei nem onde, nem quando isto aconteceu mas, vaguear está-me no sangue. Nunca estou bem num lugar, estou sempre a pensar no que está para vir. Não me contento com o depois, quero tudo agora. Quero alcançar o mundo numa passada, não controlo o meu ego e tenho sede de reconhecimento. Por outro lado, desejo ser mais um na multidão. Só assim me sinto bem, pois, é a única maneira de observar os outros passando despercebido. No fundo sou um "ladrão" de momentos que não me pertencem. Pego nesses pedaços e alinhavo uma manta de retalhos a que chamo escrita.
Não nasci dotado para nada e isso faz-me sofrer, ao ver o sofrimento da pessoa que mais amo, ao destruír-lhe as expectativas. Não sei se algum dia a poderei compensar, nem sei se algum dia ela me irá compreender. Provavelmente isso nunca irá acontecer e a história vai voltar a repetir-se. Assim como os pais dela nunca conseguiram compreender a sua sede de viver, por ignorância deles. Ela, nunca me irá compreender, por ignorância minha. Esse será o fardo que terei de carregar comigo para o resto dos meus dias. Com o tempo aprenderei a viver com ele...
Sou bruto, arrogante e, às vezes, estúpido. Não faço por mal mas causo dano às pessoas em meu redor. Por outro lado, gosto de ajudar, sou o soldado que na linha da frente oferece o peito às balas sem esperar recompensa. Não gosto de me repetir e odeio a monotonia. Infelizmente o meu corpo é atraído por ela. Isso tira-me do sério. Faz-me sentir preso dentro de alguma coisa que não sou eu. Irrita-me não conseguir controlar esse impulso (pouco) natural. Não sei porque sou assim, mas continuo na luta para melhorar. Só é pena que, pelo meio magoe tanta gente.
Gosto de desafios, aprendi a superar-me desde a primeira golfada de ar. Talvez por isso não possa estar parado muito tempo no mesmo sítio. Sou uma cópia (com muitos defeitos) de quem me gerou e viu nascer. Essa pode ser a razão porque lhe causo tanto sofrimento. Doí-lhe olhar pelo retrovisor e ver que vou cometer os mesmos erros. Mas, enfim, quero ser eu a trilhar o meu próprio caminho, aceito conselhos, ouço opiniões mas a palavra final tem de ser minha.
No fundo, não me consigo definir com clareza. As pistas para me conhecer vou recolhendo no caminho, através de livros, filmes, músicas, imagens, momentos, palavras, sentimentos e actos. Este é o propósito desta página - conhecer-me e dar-me a conhecer pelo gosto. Peço perdão pelos estragos que causei, os outros não são danos colaterais.