quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Branca e leve, brenca e fria...


José Cid cantava em "aquí à atrasado", como dizem os mais velhos, "Cai neve em Londres"... desculpem, é Nova Iorque. Deve ser efeitos da manhã de hoje. Pois é, acordei e quando olhei pela janela estava a nevar. É a primeira vez que neva desde que aqui estou. Está um frio de rachar mas sinto-me feliz, deve ser a felicidade que emana das "primeiras vezes".
Sinto-me feliz mesmo com a quantidade de problemas que tenho. Será que a neve tem sotaque. vou descobrir e depois ponho aqui as fotos. Por agora fiquem com a mesma visão que tive hoje de manhã.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

E a montanha pariu um rato


Devo confessar que estava com enorme expectativa para ver a Grande Entrevista de Judite de Sousa a Armando Vara. Por vários motivos não me foi possível assistir em directo ao programa, pelo que só agora o fiz, via net.
A montanha pariu um rato. Foi a primeira coisa que pensei ao ver a entrevista chegar ao fim. Armando Vara, vice do Millenium bcp e destacado militante do PS, escudou-se no segredo de justiça durante os quase 40 minutos em que Judite de Sousa o questionou. Sem querer pôr em causa o bom nome da referida pessoa, até porque todos são inocentes até prova em contrário, considero esta atitude algo suspeita. Aceito, mas estranho. Num país em que as pessoas se estão a borrifar para o segredo de justiça e em que os processos aparecem esmiúçados nos serviços notíciosos é, no mínimo peculiar que Armando Vara estivesse tão cioso deste ponto.
Se, por outro lado, isto não é show off mas sim, um traço de personalidade, fico muito satisfeito. Palmas para a honradez do homem.

Entretanto, Armando Vara está suspenso de actividades de direcção no Millenium bcp, mas continua a receber o vencimento de administrador até ser recolocado. Desculpem dizer mas, "Não bate a bota com a perdigota". mas isso são outras conversas.

Ficamos na expectativa de novos desenvolvimentos neste processo.

Assim não há país que resista


Hoje, na minha ronda pelos jornais portugueses deparei-me com isto na edição do Público.

Depois de ler esta notícia só posso dizer duas coisas. Assim não há país que resista (e a culpa não é dos jovens!) e, grande jornalismo. Assim posso ter esperança que um dia o meu país mude. Haja esperança!

Geração rasca, eu?!


Nos últimos dias tenho sido tomado por um assomo de melâncolia. Tenho vontade de recordar o caminho já trilhado. Pensava que esta sensação só chegaria daqui a uma meia dúzia de anos mas, pelos vistos, bateu-me à porte mais cedo - e forte.
Por isso, uso as novas tecnologias para reatar contacto com velhos amigos à muito perdidos no baú das recordações. Nesta busca tenho reparado que a esmagadora maioria está desempregada ou a trabalhar em situações bastante precárias. É pena. Existem por aí pessoas com grandes ideias que estão a ser trucidadas pela lei de mercado e um sistema de ensino desfazado da realidade.
Então, dou por mim a pensar: Estaremos nós a criar uma geração de frustrados? Infelizmente a resposta é SIM.
Ouço muitas vezes, em conversas de família, a frase: "Se tivesse tido as tuas oportunidades a minha vida teria sido bem diferente". Embora me enerve bastante este comentário, dou o benefício da dúvida. Mas já agora, deixem-me rebater o argumento. As circunstâncias são diferentes, ou será que um "canudo" em 1980 era sinónimo de trabalho precário. Errado. Ter um curso superior nessa época era ter um trabalho garantido.
A proliferação de cursos deve ser acompanhada de oportunidades de trabalho na exacta medida. Digo isto sem qualquer problema porque entraria em qualquer dos cursos que escolhi (na época) sem dificuldade. O mesmo é verdadeiro hoje. Sem falsas modéstias, porque é que tenho de estar longe para concretizar os meus sonhos. Será que voltei à década de 60!

Dá que pensar. Portugal tem as veias abertas e, o primeiro sangue vertido são os seus "cérebros". Como será o futuro de um país assim? Tremo!
Apesar das barreiras, sei que um dia vou chegar lá. Custe o que custar! Tenho dito.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Que calor bom...


Breaking News: 19 graus de máxima em Leiria. Tanto calor! Obrigado Beja, se a inveja matasse...
Sim, estou a falar do estado do tempo que faz por aí.

Casa do Cinema com nova gerência


Pois é, finalmente está escolhido, oh perdão, escolhida a sucessora do saudoso João Bénard da Costa na direção da Cinemateca Portuguesa. A personalidade escolhida é Maria João Seixas, profundamente ligada às questões da cultura. Trata-se da primeira mulher a ocupar o cargo, algo que se saúda.
A cadeira da direção da Cinemateca estava a ser ocupado interinamente pelo sub-director Pedro Mexia, desde a morte de Bénard da Costa, escolhido pelo próprio.
Embora fosse partidádio da solução na continuidade, há que dar um voto de confiança à nova diretora. Deverá entrar em funções em Janeiro próximo, como noticia o Público na sua edição de ontem. Boa sorte, ou melhor, continuação de bons filmes.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Porque há sabores que nunca se esquecem...


Após ouvir mais uma edição da "Caderneta de Cromos", rubrica da Comercial dirigida por Nuno Markl - já aqui destacada - foi despertado para um dos sabores do passado que mais apreciava. O Fizz, gelado da Olá, era a mais espectacular guloseima fabricada por esta marca nos anos 80 e princípio da década de 90. Disponível em dois sabores - Laranja e Limão - era uma agradável (sobretudo o limão) forma de nos refrescarmos nos quentes Verões lusitanos. Agora que estou longe, vi o tempo recuar e senti saudades daquele sabor. Daí, até pegar na ideia desenvolvida pelo Pedro Ribeiro, Markl e Cia. foi um pequeno passo.

O Fizz faz parte daquele grupo restrito de gelados míticos da Olá, juntamente com o Perna-de-pau, o Super Maxi, Épa, Corneto, Callipo e Mini Milk. Como tal, todos os que sentem a falta deste gelado nas arcas frigoríficas, agora já podem tomar uma atitude. A partir de hoje, está disponível uma petição para persuadir a Olá a recolocar o Fizz no mercado. Todos os Fizzómanos podem assinar aqui. Vamos juntar forças para que o Fizz esteja de volta no próximo Verão!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Chuva no telhado...


Hoje está a chover. As gotas que batem na janela do meu quarto aguçam-me as saudades. Sou forte porque os sonhos valem o sacrifício.

A voz do Atletismo

No domingo (mas só foi noticiado hoje) calou-se a voz do atletismo. Jorge Lopes, jornalista da RTP desde 1982, faleceu. Durante anos, foi a chama que manteve vivo o atletismo dentro daquela casa, agora, para os que ficam e para os que ainda vão vir, compete manter o seu legado vivo. Dono de uma voz singular e de uma memória prodigiosa que, debitava sem esforço memórias, recordes, meetings, etc. Para que não está tão familiarizado com o atletismo, digamos que o Jorge Lopes era uma espécie de Rui Tovar (pai) das pistas de tartan.
Hoje recordo Jorge Lopes como o jornalista que gostaria de ser um dia, para que esta seja a primeira e última mensagem triste que aqui deixo. O atletismo e o jornalismo vão ter saudades...